Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

10 dicas para desenvolver e manter um excepcional networking

 Palavra em inglês, utilizada para indicar a capacidade de criar uma rede de contatos, networking costuma ser considerado um importante diferencial em busca de mantermos, bem como ampliarmos nossas oportunidades de sucesso profissional. Entende-se que, através dele, o acesso e a troca de informações e conhecimentos presentes no mercado se tornam efetivas e mais rápidas, algo essencial nos dias atuais. Importante ter ciência que o desafio de estruturá-lo costuma ser tão grande quanto ao de mantê-lo. Ciente que não há receita para isso, cabe, ao menos, considerarmos algumas questões relevantes, dentre as quais se destacam:

1. Definir foco: impossível considerar que possamos estar presentes e/ou atuando em toda e qualquer área. Ter entendimento sobre qual nossa efetiva área de interesse e/ou de atuação é requisito básico para qualquer profissional. Acreditar que podemos nos mostrar como profissionais Bombril (mil e uma utilidades) é um equívoco ingênuo que muitos estranhamente creem.

 

2. Manter-se atualizado: diz respeito a ter conhecimento consistente sobre os temas e assuntos que pautam o mercado corporativo sobre o qual temos interesse em atuar. É ele, o conhecimento, a premissa básica para mostrarmos ativos e presentes. Cabe se manter longe do que é raso, sendo assim, um rápido “passar de olhos” sobre um texto está longe de nos tornar conhecedores do assunto lido.

 

3. Estar presente: relacionado com a nossa participação não somente nas redes sociais específicas, mas principalmente fisicamente em eventos e ações promovidas que possuam envolvimento com os temas de interesse e/ou onde houver a presença de pessoas que compartilham de objetivos e/ou conhecimentos de interesses similares. Enfim, é importante estreitarmos relações.

 

4. Identificar melhores fontes: pesquisar e estudar, com muita atenção, as melhores fontes, sejam elas redes sociais, sites, profissionais, personalidades, empresas que possuam o devido reconhecimento junto às áreas de interesse. Cabe ter especial cuidado em não se deixar levar por meros nomes, afinal, “os falsos profetas” estão, mais que nunca, presentes em todo lugar.

 

5. Estruturar rede de contatos: registrar de forma organizada dados e informações sobre os profissionais e/ou empresas tendo em vista potencializar o início de um contato. Cabe ressaltar que a qualidade dos dados obtidos tem maior valia, pouco importando ter informações detalhadas sobre as quais não há qualquer relevância efetiva para o intento traçado. ‘Pedacinho de papel’ apenas com nome e número tem pouca relevância.

 

6. Manter etiqueta corporativa: ao contatar diretamente os potenciais integrantes de seu networking, cabe atentar que jamais deve ser feito qualquer pedido pontual e/ou sinalizado interesses futuros específicos que não estejam alinhados, necessariamente, com a via de mão dupla. Jamais devemos restringir o contato ao que nos interessa, mas também ao que poderá ser relevante para a outra parte.

 

7. Saber o momento de acionar: manter networking não tem qualquer relação com contatar pessoas quando precisamos de algo, mas principalmente quando não há nada a se pedir e sim a oferecer. Acreditar que, por exemplo, a saída de um emprego seja o momento certo para acionar nosso networking é comprovar o egocentrismo. O egoísmo corporativo é algo facilmente notado e marca definitivamente quem assim age, apenas mais uma fonte dos conhecidos e desnecessários amigos de ocasião.

 

8. Gerenciar sua rede: pior que a ausência de informação, é o equívoco. Manter atualizado nosso networking é uma tarefa árdua que não deve se limitar apenas a acompanhar mudanças registradas em sites e redes sociais, ainda mais pelo fato de tantos esquecerem de fazer estas atualizações, mas, de tempos em tempos, promover algum contato, cujo interesse seja, essencialmente, manter a relação ativa. Nada pior que receber contato de pessoas apenas quando conquistamos um novo cargo e/ou oportunidade corporativa. Nestes momentos, o “parabéns” recebido pode ser entendido de várias maneiras, algumas nem tão boas. Também cabe não esquecer que promover encontros presenciais tem valor exponencial, e pode ser incrementado pelo conhecido “vamos tomar um café?”

 

9. Assumir a reciprocidade: a melhor forma de potencializar a melhor rede de contatos é se mostrando disponível para compor a rede daqueles que nos acionam. A reciprocidade é requisito básico, apenas ela irá nos permitir se colocar no lugar do outro, o primeiro e essencial passo para a empatia. Nossa disponibilidade também irá pautar o quanto os outros estarão acessíveis à qualquer abordagem que possamos promover.

 

10. Diferenciar o “ser” do “estar”: ter a plena ciência que podemos estar, temporariamente, em condições e posições profissionais favoráveis. Mais que isso, que o sobrenome corporativo que carregamos, o nome da empresa onde atuamos (exemplo: João da empresa X), é algo transitório. O que irá nos fortalecer no intuito da construção de um networking é o que somos, aquilo que se mantém conosco independentemente do lugar onde possamos estar atuando.

 

Se estas são apenas algumas questões, é válido afirmar que haja tantas outras. Sendo assim, me coloco à disposição para falarmos mais sobre isso, caso seja do seu interesse. Afinal, como já dito, networking tem muito a ver com isso, estar disponível.