Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

50 obstáculos que impedem Lições Aprendidas nas organizações

O principal objetivo de aprender está intimamente ligado com a intenção de crescer. Sendo assim, longe de ficar restrito à alguma questão pontual. A partir do momento em que a possibilidade de aprender nos é colocada à frente, não há limite algum que possa definir até onde poderemos chegar. Ainda que seja tão importante, ‘aprender’ não está intrinsicamente associado com ‘estudar’, o que talvez seja um paradoxo. Fato é que muitos estudam tanto e não aprendem coisa alguma. Há ainda aqueles que têm o aprendizado comprovado apenas por conta de boas performances em provas e testes pontuais. Inegável que haja algum valor nisso, mas, aprender é algo muito superior a isso tudo. Tem a ver com internalizar, fazer com que os conhecimentos adquiridos passem a estar presentes em nosso dia a dia, de várias formas.

 

Na vida profissional a necessidade deste processo de aprendizagem é algo ainda mais presente. Permite que o colaborador possa avançar em seus objetivos, assim como as organizações a alcançarem seus mais desafiadores intentos. Justamente por conta disso, aprender também é imprescindível no mundo dos negócios. Sua ausência potencializa fracassos, alguns deles perpétuos. Ao longo dos anos tenho acompanhado muitas das iniciativas, estratégias e ações adotadas por entidades, de diversos tamanhos e presentes em vários segmentos. Em que pese o fato de haver algumas boas iniciativas muito interessantes tendo em vista a estruturação de um eficiente processo que garanta a perpetuação do aprendizado das experiências já vividas, bem como dos novos conhecimentos demandantes de nossos desafios do mercado, elas ainda estão poucos presentes. Os motivos dessa realidade são muitos e aqui enumero 50 deles (lista que poderia ser maior):

 

1. Dificuldade natural no processo de aprendizagem;

 

2. Ausência de conhecimentos básicos para compreender as lições;

 

3. Falta de humildade em se colocar no papel de quem aprende;

 

4. Não existência de registros de boas, e nem tão boas, práticas já vivenciadas;

 

5. Baixa qualidade dos registros passíveis de serem usados para aprendizagem;

 

6. Crença que os registros existentes já são lições aprendidas;

 

7. Adoção apenas de processos formais de aprendizagem;

 

8. Entender que os conhecimentos pertencem ao indivíduo e não ao grupo;

 

9. Soberba em acreditar que o acerto anterior irá garantir o seguinte;

 

10. Falta de ações em prol de dar fim a crença: “Conhecimento é Poder”;

 

11. As experiências vividas não são consideradas fontes de aprendizagem;

 

12. Os conhecimentos tácitos são deixados de lado;

 

13. Ausência de iniciativas de compartilhamento das experiências vividas;

 

14. As pessoas não têm a oportunidade de trocar conhecimentos;

 

15. Falta de ações em prol da disseminação das práticas organizacionais;

 

16. Crença que gerir conhecimento não gera riqueza;

 

17. Impaciência com os resultados obtidos;

 

18. Equívoco na definição dos multiplicadores do conhecimentos;

 

19. Entendimento que títulos e/ou diplomas são os critérios mais importantes;

 

20. Falhas no investimento feito na formação de recursos humanos;

 

21. Acreditar que os conhecimentos são exclusividades de determinado grupo;

 

22. Não considerar a intuição como um processo acelerado de conhecimento;

 

23. Equívoco em entender que “competência é o conhecimento na prática”;

 

24. Falta de indicadores nos processos vigentes;

 

25. Ignorar a necessidade de novos geradores de riqueza, os novos conhecimentos;

 

26. Ausência de um ciclo virtuoso de retroalimentação dos conhecimentos;

 

27. Supervalorização da tecnologia em relação a importância das pessoas;

 

28. Reduzir a importância da inovação;

 

29. Superestimar a importância da inovação;

 

30. Estreitar os limites a serem alcançados pelo conhecimento;

 

31. Limitar as fontes de conhecimentos em poucas pessoas;

 

32. Limitar e perpetuar as fontes de conhecimento às mesmas pessoas;

 

33. Acreditar que conhecimento não tem prazo de validade;

 

34. Não qualificar os conhecimentos de acordo com suas relevâncias;

 

35. Falta de estímulos e iniciativas de motivação para as pessoas;

 

36. Uso de critérios equívocados e ortodoxos para avaliação do aprendizado;

 

37. Falta de acompanhamento ‘na prática’ do aprendizado obtido;

 

38. Ausência de apoio às iniciativas pessoais em prol de obter conhecimentos.

 

39. Dificuldade em estruturar um processo de lições aprendidas;

 

40. Crença que iniciativas pontuais irão garantir o aprendizado;

 

41. Postura paternalista na definição dos participantes das ações de capacitação;

 

42. Acreditar que os profissionais mais experientes estão ultrapassados;

 

43. Supervalorização da estrutura hierárquica no processo de aprendizagem;

 

44. Suportar a tomada de decisões em conhecimentos rasos;

 

45. Ausência de um ambiente colaborativo;

 

46. Não escutar de forma equalitária pessoas de diferentes faixas etárias;

 

47. Falta de apoio da alta administração;

 

48. Crença que só se aprende no erro;

 

49. Entendimento que não há mais o que se aprender;

 

50. Falta de visão de médio e longo prazo;

 

51. Entender que são só 50 motivos…

 

A cada momento surge mais um novo motivo para que o status vigente se mantenha presente. Daí a certeza que esta lista só tenderá a reduzir a partir do momento que houver um melhor entendimento sobre a real relevância do aprendizado em nossa sociedade. Aprender é o caminho, sempre.