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Otimizar recursos! A busca pela eficiência contra a eficácia.

Os tempos de vacas nem tão gordas tende a ser também aqueles mais oportunos. As previsíveis reduções de receita, bem como da rentabilidade de tantas atividades, costumam ser os principais gatilhos. Mais que óbvio, deveria ser efetivo. Não é...

O termo ‘ajuste’ é utilizado para explicar as chamadas reduções de despesas promovidas por tantas organizações. A verdade, no entanto,é bem diferente. Diante um cenário nacional, que se destaca, por uma reconhecida, historicamente, baixa eficiência, o termo efetivo a ser considerado é otimização de recursos.

Otimizar, potencializar a criação de condições mais favoráveis para se obter a melhor performance é a efetiva razão que explica a existência de condições oportunas, mais aplicáveis, justamente, nas chamadas épocas de crise. Dentro deste entendimento, surge o desafio real que as empresas buscam: melhorar produtividade, o que tem pouco a ver, ainda que possa parecer estranho, com reduzir despesas.

Quando este discurso é colocado diante equipes que costumam não alcançar seus resultados, isto parece óbvio e costuma ser aceito com menor resistência. Ainda assim, plenamente insuficiente. O conceito de otimizar recursos deve permear a todos os processos, independente, do sucesso das metas neles traçados. Aliás, muito mais que isso, principalmente naqueles que costumam pautar por alcançar seus objetivos.

O atendimento de metas está longe de representar a eficiência das equipes de trabalho. Infelizmente, nossa indústria, nos mais variados mercados, costuma ter certo primor no atendimendo de metas, o que sinaliza eficácia, algo paradoxalmente, temerário. Daí sim, o desafio parece gigante: “Como falar em otimizar recursos para equipes que costumam atender seus objetivos, sendo por conta disso, eficazes?”

A dúvida demanda justamente de uma verdade ainda mais dura que costuma pautar nosso mercado. Ainda que nossos processos possam gerar resultados positivos, e neles estão incluídas as questões financeiras, o desperdício é figurinha sempre presente, o que os castigam com a sensível redução da rentabilidade, outra verdade tenaz.

Gasta se muito mais do que se precisa, em boa parte das vezes por conta de perdas desnecessárias, uso de mais recursos que aqueles estimados, alto índice de retrabalho e, muitas vezes, até mesmo plena ausência de um processo minimamente estruturado de forma a garantir que a repetição das atividades seja um importante passo para a excelência na execução das mesmas, a eficiência, o fazer da melhor forma.

Estruturar processos, isto sim é o primeiro passo para a otimização de recursos, uma vez que permite a repetição e com ela a busca pela eficiência. Neste caso, a eficácia é mera consequência e também, sempre a razão pela qual costumamos ser cobrados. Medir desempenho meramente por conta de metas cumpridas é pura preguiça mental diante um mercado que irá premiar, com sua perpetuação, apenas os eficientes.

A adoção e/ou a simples intenção de abraçar metodologias rebuscadas, vendidas como salvadoras, muitas vezes complexas e acompanhadas de caríssimos sistemas tecnológicos é o perigoso convite a perpetuação da cultura do desperdício, o verdadeiro festival de besteiras que assola o país. Os passos mais simples, tendem a ser os mais firmes, e ainda que duros, aqueles que trarão os maiores resultados, ops, na verdade, os melhores.

Alguém ainda pode duvidar disso?