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Certo dia, um filhote disse ao veado: "Ó pai, tu és maior e mais rápido que os cães e tens belíssimos chifres para te defenderes. Por que, então, tens tanto medo deles?". E o veado, rindo, respondeu: "Meu filho, o que dizes, é verdade, mas quando ouço o latido de um cão, imediatamente desato a correr, e nem sei o porquê".
Moral: A fábula mostra que para as naturezas covardes nenhuma exortação é o bastante.
Postado em: ParábolasUm leão e um urso encontraram um filhote de veado, e puseram-se a disputá-lo. Após uma briga que os deixou em estado lastimável foram por fim tomados de vertigem e caíram semimortos. Apareceu uma raposa que, vendo-os abatidos e o filhote no meio deles, pegou-o e foi embora, passando entre os dois. Incapazes de se levantar, diziam: "Infelizes somos nós, já que foi para uma raposa que fizemos tanto estrago".
Moral: A fábula mostra que têm razão os que sofrem por verem qualquer um aproveitar-se dos frutos de seus esforços.
Postado em: ParábolasUm burro selvagem, vendo um burro doméstico tomando sol, aproximou-se e o felicitou pelo seu belo porte e do belo pasto do que gozava. Mas algum tempo depois, ao vê-lo carregando um fardo, seguido pelo asneiro que lhe batia com seu bastão,exclamou: "Ah! Não mais invejo a tua felicidade, pois vejo que a tua abundância não vem sem grandes sofrimentos!"
Moral: Assim, não é inevitável o ganho acompanhado de perigos e sofrimentos.
Um rico ateniense navegava com outros passageiros. Sobreveio uma violenta tempestade que virou o navio. Enquanto os demais tratavam de salvar-se a nado, o ateniense invocava a todo instante Atena, prometendo-lhe mil coisas, caso se salvasse. Um dos náufragos que nadava a seu lado lhe disse: "Invoca Atena mas não deixe de nadar!"
Moral: Assim também nós precisamos invocar os deuses mas fazer algo por nós mesmos. Felizes aqueles que, por suas boas razões,ainda obtêm a proteção dos deuses. Quando se cai em desgraça, é preciso se esforçar para sair dela, e só depois buscar socorro na divindade.
Postado em: ParábolasUm leão, que planejava secretamente matar um enorme touro, pensou em uma estratagema para realizar seu intento. Alegando que havia sacrificado um cordeiro, convidou o touro para a festa, com a intenção de matá-lo quando estivesse dormindo à mesa. O touro compareceu ao convite mas, ao ver muitos caldeirões, grandes espetos e nenhum cordeiro, foi indo embora sem dizer uma só palavra. Como o leão o repreendesse perguntando por que ia embora assim, uma vez que não tinha do que se queixar, ele respondeu: "Não é sem razão que faço isso, mas porque vejo que os preparativos não são para um cordeiro, e si para um touro".
Moral: A fábula mostra que os artifícios dos maus não passam despercebidos aos homens sensatos.
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