Centro de Inteligência

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Cresce o desejo de combater a corrupção

Fiz palestra semana passada no CIEE-E de Brasília, no auditório do Correio Braziliense, dentro do ciclo promovido por aquela entidade, falando sobre a necessidade de conscientizar os brasileiros da necessidade de participar, de exercer sua condição de cidadania, na vida do país. O auditório, formado por executivos de RH de empresas, estudantes universitários, notadamente de pedagogia, professores, parlamentares e entidades sindicais, enfim, todos os presentes, tiveram possibilidade de expor de forma livre, aberta, seu ponto de vista sobre a situação da corrupção no país. Pude constatar duas situações. A primeira, todos são contra o nível que a corrupção alcançou e, segundo, os que se manifestaram, indistintamente, reconheceram a necessidade de organização da sociedade civil para pressionar o Congresso a mudar as leis de combate a corrupção em caráter de urgência.

Reconheceram, todavia, que mesmo havendo parlamentares honestos, probos, sérios, entre os integrantes daquela Casa, certamente não haverá interesse da maioria em mudar leis que possam vir no futuro prejudicá-los na medida em se desejaria acabar com o foro privilegiado e criar um caráter de rito sumario de punição aos criminosos detentores de mandato popular.

É mais o menos o mesmo argumento que teria absolvido de forma afrontosa aos interesses públicos, a deputada distrital Jaqueline Roriz. Seus pares entenderam que por ela ter recebido propina antes de se eleger, não deveria ser cassada. Como se receber propina fosse questão de tempo e espaço e não de moral e legalidade. Espírito de corpo que revela o quanto o brasileiro comum precisa participar de forma mais efetiva na vida política do país para mudar os partidos, os candidatos, os eleitos, e pro conseqüência, o comportamento de que recebe a incumbência de representar os interesses da população.

Está latente, pelo exemplo ali verificado e pelas manifestações que tenho recebido dos leitores no sentido de se combater de forma ostensiva e ágil, a corrupção, que cresce esse desejo, essa conscientização, entre os brasileiros.

Sobre a coluna da semana passada, escreveu perguntando o leitor AG:

"Por que quem tem um meio de comunicação em mãos, como radialistas, jornalistas, ou ainda melhor, quem tem uma tribuna para se manifestar, não organiza uma manifestação contra a corrupção, assim como existem muitas outras, a maioria com sucesso, para que o povo possa se reunir e manifestar sua revolta contra o que "nunca vimos antes neste país", a CORRUPÇÃO???"

Escreveu também o leitor GJB:

 "Como diretor de empresa e assinante do DC ha longo tempo, bem como leitor deste conceituado jornal gostaria de dar minha pequena opinião ao seu artigo desta 2ª feira, dia 29/08/2011. Assim como o senhor, creio que não é só o homem de cátedra, o professor, o jornalista, o diretor ou o leitor deste periódico que deve ter a consciência de mobilização contra os corruptos que infestam nossa sociedade, apesar de ver sim partirem destes esta iniciativa, mas,  é preciso "mais do tudo neste pais" uma enorme mobilização e conscientização do povo ignorante, despreparado, votante e sem estudos que aceita esta orgia e ainda a aplaudem.Nosso dever como homens formados e quiçá conscientes, é levar aos menos favorecidos com quem convivemos diariamente as informações básicas da má gestão publica e da corrupção que nos assola, e é isto o que está ao meu alcance e tenho feito todos os dias.Temos que ter o dom de professores primários e paciência de monge budista para orientar pessoas que não percebem a bandalheira que se transformou o Brasil, e pleitear nossos direitos. Os conscientes a meu ver são minoria e só com o voto e marcha de todos conseguiremos transformar esta nação de republica de bananas para uma verdadeira Republica Democrática. Se eu tivesse a oportunidade de poder expressar meus sentimentos através de um canal como radio, jornal ou televisão tenha a certeza que bateria nesta tecla diariamente, incessantemente até me fazer ouvir."

 

Quem mais se habilita a manifestar sua opinião e cerrar fileiras neste início de campanha a favor da mudança da legislação para punir políticos e governantes corruptos de forma efetiva?

por Paulo Saab