.: José Renato Sátiro Santiago Junior :.

Centro de Inteligência

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Estamos, Finalmente, Aprendendo?

Conforme este Diário do Comércio publicou na sexta-feira, pesquisa encomendada pela CNI revelou que 96% dos brasileiros rejeitam a volta da CPMF e 82% acreditam que o combate à corrupção resultaria em mais recursos para o setor da saúde.

Resultado que nos dá o direito de imaginar que o país está amadurecendo. Que sua população começa a tomar consciência da pesadíssima carga tributária que já nos assola, sem a contrapartida de serviços públicos minimamente decentes. Indo além, de que a corrupção, se combatida – o que não acontece- permitiria a existência de recursos nos cofres públicos suficientes para atender as necessidades básicas da população.

Será que a massa votante pátria está acordando? Podemos nos animar no sentido de que a população vai cobrar das autoridades, políticos, Judiciário, Ministério Público, medidas efetivas de punição aos corruptos, devolução dos recursos desviados e condenação de criminosos travestidos de pessoas públicas?

Sim, porque só existe o reino da degradação da moral pública no Brasil por conta da distância que existe entre o grau de consciência dos cidadãos em relação ao que fazem e como fazem seus representantes políticos, governantes e servidores de carreira, concursados, do Poder Judiciário, por exemplo, que não dão a mínima para a opinião pública, que por sua vez nem tem idéia do que eles fazem como fazem.

A maior chama de alimentação da corrupção é a ignorância popular em relação ao que se passa no país. Na mesma proporção está a inexistência de mecanismos punitivos que servem de colchão, de proteção, para os descalabros praticados com dinheiro público, pelos que deveria usar esses mesmos valores em função das necessidades dos habitantes tupiniquins. No papel pode ate existir. Na prática, não se verifica.

Nossa "justiça" é morosa. Preguiçosa. Fechada. De fachada. Nosso Ministério Público, com todos os poderes que recebeu da Constituição de 1988, até agora, não achou o caminho que distingue a defesa dos interesses públicos, do carreirismo, da promoção pessoal, do interesse corporativo ou mesmo eleitoral, partidário.

A população, será que, finalmente, está aprendendo? Esta acordando?

A letargia nacional é decorrente também da ignorância, da falta de educação no sentido amplo e no sentido de conhecimento de como funciona a democracia representativa brasileira.

O resultado da pesquisa aqui mencionada pode ser um indicativo de que o excesso de impostos cobrados e o mau uso do dinheiro arrecadado estejam começando a incomodar mais gente país afora.

Cansei de ouvir gente comum, do povo, dizendo,m que se diminuísse a corrupção, haveria dinheiros suficiente para um serviço público decente. Mas, ninguém sai do discurso, da reclamação passiva.

Precisamos fazer com que nossa voz de saturação em relação aos abusos que os políticos, autoridades públicas dos três poderes, cometem.

Por esta razão ousei animar-me com o resultado dessa pesquisa.

Vamos dizer não aos interesses escusos dos políticos.

Vamos dizer não à impunidade.

Um bom começo leitor é pedindo ao STF que julgue rapidamente os acusados de crime no "mensalão". Isto é com cada brasileiro.

Entre no WWW.euquerorespeito.org.br e manifeste seu apoio formal ao julgamento, para que não haja decurso de prazo.

Manifeste sua opinião. Faça valer seus direitos de cidadão.

Impunidade, não. Corrupção, não. Mais impostos, não.

 

Autoria: Paulo Saab