.: José Renato Sátiro Santiago Junior :.

Centro de Inteligência

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Exercício de Cidadania

Autoria: Roberto de Araújo Lima
Há algum tempo eu venho pensando em colaborar com Zé Renato nesse magnífico empreendimento que é o seu Boletim do Conhecimento.
Razões opostas vêm fazendo com que eu tenha retardado a minha decisão: de um lado, a vontade de colaborar, o gosto por escrever, o prazer em receber comentários elogiosos; de outro, o peso da responsabilidade, do compromisso e o medo de não estar à altura do encargo. Diz o nordestino: “quem não pode com o pote, não pega na rodilha”.
Um fato fez com que eu tomasse a decisão de encaminhar ao Zé esse primeiro escrito: a reportagem de capa da “Vejinha” (VEJA SP) desta semana, comentando o cuidado (ou, a falta de) dispensado aos pedestres pelos motoristas.
Venho sentindo a situação diariamente, depois que o meu médico, como fazem tantos atualmente, me aconselhou a fazer caminhadas diárias, no intuito de baixar algumas taxas que andam me incomodando. Como moro em Moema, é nas ruas desse bairro que eu montei o meu “laboratório”.
Decorrente da minha observação diária, concluí por montar uma escala decrescente dos motoristas, em função da atenção dada aos pedestres, especificamente no momento de convergir à direita em esquinas que possuem semáforo. Na esquina da Rua Canário com a Juriti, por exemplo, o pedestre que pretende atravessar a Juriti, fica aguardando a passagem dos veículos que seguem em frente por aquela via. Quando o semáforo muda, ele tenta a travessia, mas está sujeito ao tráfego que vem da Canário. O que manda o Bom Senso? Que os motoristas entrem com cuidado, dando prioridade aos pedestres e, só após a sua passagem, completem a conversão.
Para montar a minha escala, fugi da armadilha de analisar as características intrínsecas dos motoristas, tais como sexo e idade. Apenas vale registrar um ponto: vocês já se perguntaram por que as companhias de seguro aplicam valores menores para os carros que são dirigidos preferencialmente por mulheres? Elas dirigem melhor? Causam menos acidentes? São mais cuidadosas?
Bem, mas vamos a minha escala:
1 – Os taxis. Não tenho dúvida nenhuma em afirmar que os motoristas de taxi são os que mais respeitam os pedestres;
2 – Os carros de transporte e entrega dos mais variados produtos: frutas, verduras, flores, vidros, mudanças, entregas;
3 – Os transportes coletivos;
4 – Os carros populares;
5 – As “vans”, “SUVs” e congêneres;
6 – Os automóveis de luxo.
Ainda ontem, ao atravessar uma dessas ruas, logo que o semáforo “abriu”, pus o pé na rua informando minha intenção de atravessá-la. Passaram, sem me notar, uma Santa Fé, uma Capitiva, um Toyota... Até que veio uma caminhonete de entrega de café. Parou e me fez sinal para que eu passasse. No instante seguinte, ouvi uma estridente buzina: atrás da caminhonete estava um belo Mercedes-Benz, novinho, do modelo mais caro.
Dirigi-me ao motorista da caminhonete, agradeci pela gentileza e fiz um gesto nem um pouco amistoso para o elegante condutor do Mercedes.