.: José Renato Sátiro Santiago Junior :.

Centro de Inteligência

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Porque somos, o que somos

O leitor, atento como é, sabe que tudo de mal que acontece na vida pública do país e, subsidiariamente na privada, é diretamente proporcional ao grau de ignorância de nossa população. Não há preconceito na colocação de nenhuma ordem que não seja contra a alienação a que é submetida a massa da população brasileira, pela falta de política nacional de educação, falta essa de interesse dos políticos, governantes, graduados do poder publico, para não serem cobrados.
Na medida em que impera a ignorância sobre como funciona o país, os deveres e obrigações de cada um, de simples cidadãos a servidores dos mais altos escalões, um manto de escuridão e impunidade se impõe sobre as ações de quem deveria servir à Nação e  não dela se servir.
A cobrança, as denuncias da mídia, alcançam parcela pequena da população que entende o que lê, ouve, observa. A grande massa, mesmo que receba a mensagem, não sabe decodificá-la, entende-la. É um semi-alfabetismo funcional em relação ao que se passa no país.
As camadas desassistidas da população sabem de boca, exigir seus direitos, pedir justiça. Muitas vezes, ignoram sobre o que estão falando. O conceito de justiça, de direitos, aqui, é difuso, subjetivo, e se refere muito mais, quase sempre, ao sentimento de perda, de infelicidade, de desamparo e não de observância das regras de direitos e deveres.
Pessoas que perdem entes queridos em enchentes, desabamentos, pedem seus direitos e justiça, sem terem cumprido sua obrigação de não se instalar ilegalmente em áreas de risco, sem terem deixado de jogar lixo e mobiliário nos córregos e por aí afora.
Esta distância abissal entre o que fazem os nossos governantes, os políticos em geral, os membros de qualquer instância do Poder Público, incluindo o submerso Judiciário (onde deve haver muito a esconder) e a ignorância popular, é o terreno fértil no qual passeiam em ritmo de férias permanentes, os que dilapidam o dinheiro público a seu favor. Sabem que em tempo algum sofrerão  punição. E se por acaso,algo ocorrer, jamais precisarão devolver  o que acumularam de forma ilegal e ,muito pouco tempo depois, estarão de volta  à cena, conduzidos pela mesma ignorância (desconhecimento de seus atos) que os elege .
É praticamente matemático. Os Jaders da vida estão aí para confirmar.
É isso também que pode permitir a um político transformado em mito-cujos atos ilegais não são assimilados pela massa ignorante – indicar candidatos, e os eleger, tirados de sua cartola por puro interesse partidário eleitoral.
O Brasil poderia ser e um dia será, sem duvidas, um grande país. Não só na geografia, na economia centralizada no estado, na ingênua e bondosa ignorância de sua populacha, na roubalheira generalizada, mas na capacidade de seu povo de estudar, aprender, discernir e participar. Cobrar, Punir. Tomar o destino da coisa pública, de verdade, em suas mãos, pelo conhecimento, pela sabedoria, não pela fisiologia.
Quando isso vai acontecer? Na exata proporção de tempo em que a qualidade educativa da população for aumentando. O que não interessa aos que estão em qualquer cargo de poder, de dinheiro público. Se um ministro da Educação cuja gestão primou pelo fracasso de todas as iniciativas, por escândalos ideológicos, por distinções raciais, pode ser ungido candidato a prefeito, se um poeta religioso de fala mansa sem nenhuma experiência que não seja pregar o que o povo gosta de ouvir, pode também, só para citar dois exemplos, nada pessoal, como esperar que as coisas mudem rapidamente?
Vejam a ponta do iceberg que está surgindo no Judiciário. Somem ao ministério, aos políticos em geral, com raras exceções, e se saberá porque somos o que somos.
Somos, com tudo que dói dizer, um grande país com um povo ainda anestesiado pela ignorância. E uma “elite” tristemente medíocre. Egoísta. Ladra. Claro, que com exceções,como toda regra.
 

Entre em www.euquerorespeito.org.br  e ajude a pressionar pelo julgamento dos denunciados no “mensalão”.
 

Autoria: Paulo Saab