E-mails da Ana Frias

Nessa seção, Ana Paula Frias publica as mensagens mais curiosas, engraçadas e interessantes da Internet.

Para Não Perder por W.O.

Recebi de um amigo e estou repassando. Eu tentei fazer campanha anti-PT nas eleições passadas, e fui pouco ouvida com argumentos do tipo "vamos dar uma chance", alegaram que era preconceituosa e elitista... Espero que leiam com atenção, reflitam e repassem para todos se acharem importante. MELHOR QUE CORRENTE! ISSO SIM PODE NOS BENEFICIAR!

[]'s

Ana.

Leiam até o final e ajudem o Brasil a não perder por W.O.

Se não fizermos nada, se ficarmos só assistindo, estaremos colaborando para a reeleição deste governo. Teremos que esperar por mais 4 anos até que o Brasil tenha uma nova chance de entrar em um ritmo verdadeiro de crescimento. Só pra registrar, nosso PIB só cresceu mais que o do Haiti em toda a América Latina. É isso que queremos?

Trechos da coluna da Miriam Leitão n'O Globo de 26/08/06. Os comentários entre parênteses são meus.

"O presidente Lula tem duas vantagens: ele mesmo e o seu principal adversário. O PSDB pode terminar esta campanha tendo produzido um caso de estudo de como perder uma eleição. (...) Geraldo Alckmin é suave não por estratégia, mas por desconhecer os argumentos. Ele deixa seu adversário empunhar a bandeira da ética e passa batido por erros perigosos do atual governo.

(...)

A campanha de Alckmin desconhece um fato elementar da política: toda reeleição é prebiscitária. O eleitor é convidado a dizer se mantém quem está no cargo ou se troca pelo seu oposto. É um ou outro.

A terceira força (Heloísa Helena) cresce quando o segundo não incorpora o papel de anti.

(...)

O ataque se faz nas fraquezas do outro. Chamar Lula de exterminador de empregos é um equívoco. O número deste mês foi ruim, mas qualquer avaliação superficial das estatísticas de desemprego mostrará que o ritmo de criação de empregos agora é maior do que no governo anterior.

Por um motivo simples: o Brasil passou por uma reestruturação produtiva forte. (Realizada pelos governos anteriores, do PSDB, e que estão dando frutos agora, frutos indevidamente apropriados pelo Lula).

Encerrou o processo de substituição de importações, abriu o país, privatizou e estabilizou. Isso liquidou milhões de postos de trabalho. Agora está na hora da recriação. Foi assim em todas as economias que passaram por processos de mudança e modernização.

O ponto fraco do governo Lula é a ética. (...) Um partido que se apresentou durante 20 anos ao país com uma marca da ética na política não entregou o produto prometido. (...)

Há testemunhos e provas (muitas, aliás!). O principal publicitário do partido disse espontaneamente: foi pago com dinheiro sem registro, sem origem e em contas no exterior. O tesoureiro admitiu: fazia caixa dois. O próprio presidente abonou todos: fizeram o que é feito sistematicamente. Fugir deste tema não é apenas um erro estratégico. É uma alienação. (De todos nós, quando não usamos estes fatos para argumentar contra o Lula).

O ponto decisivo da conjuntura política do Brasil não é quem vai ganhar a eleição: é se o Brasil vai se acostumar com a falta de ética na política ou vai reagir. (E você, vai reagir?)

Quando artistas, formadores de opinião, usam seu prestígio para informar à população que ela deve aceitar um patamar mais baixo de exigência moral, estão propondo uma espécie de operação mãos sujas. (Quando nós, também formadores de opinião, nos omitimos de expressar nossa posição política e de argumentar na tentativa de alterar o voto daqueles que nos cercam, estamos sendo coniventes e passivos, aceitando a situação como se apresenta).

Quem não concorda com isso está atrás de outro candidato. É para esses que a oposição precisa falar.

(...)

Quem governa tem inúmeras vantagens: realizações, inaugurações e estatísticas.

Mas tem também um enorme telhado de vidro do que não foi feito, dos erros cometidos, do descontentamento.

(...)

O governo Lula tem usado seus pontos fortes e tem a vantagem de que seu principal adversário não fala dos seus pontos fracos. O governo não licitou um quilômetro de estrada, não iniciou nenhuma hidrelétrica, não fechou qualquer PPP.

Sua maior realização na área logística atende pelo sugestivo nome de "Operação Tapa Buraco".

Na educação teve três ministros, cada um com um objetivo diferente. Na saúde, a operação sanguessuga fala por si. O Bolsa Família perdeu as virtudes do Bolsa Escola (criado no governo anterior, do PSDB): não exige a presença da criança na escola, não tem porta de saída e, no último mês antes da campanha eleitoral, incluiu no programa 1,8 milhão de famílias. (É muita cara de pau, não? Esse assistencialismo de um governo que diz defender o Povo será eleito exatamente por este Povo que não tem noção do que está fazendo. Cabe a cada um de nós esclarecer a situação.).

Ele se descaracterizou.

O país não suporta pagar tantos impostos. Está sufocado. No ano passado, pagou R$ 90 bilhões amais do que no ano anterior, para um governo que aumentou suas despesas na rota suicida de 14,8% no primeiro semestre deste ano. (Isso o Povo não vê também não vê. Aliás, o Programa de Governo lançado ontem, 29/08, prevê aumento dos gastos públicos, isso quando a redução de custos deveria ser uma meta de todos, nós, as empresas em que trabalhamos e, principalmente, o poder público. O pior é que disfarça estes maiores gastos, defendendo que é um auxílio social. De novo o assistencialismo que não gera emprego nem crescimento).

Com todas essas frentes de debate, o principal candidato recicla o lema de "paz e amor" que pertence ao Lula de 2002. No debate da Band, Geraldo Alckmin não se aproveitou sequer da cadeira vazia: situação ideal para quem quer atacar o concorrente. No México, foi a ausência de López Obrador no debate que permitiu a Felipe Calderón tirar a vantagem. Alckmin corre atrás de ilusões: ele disse que tudo seria diferente quando mudasse o horário da novela, agora diz que tudo vai mudar depois da parada de 7 de setembro. (Será que eles têm alguma carta na maga? É bom que tenham!).

O presidente Lula mostra competência e vira o jogo que, em dezembro, parecia perdido, com seu governo em avaliação negativa. Mas tem sido ajudado por uma oposição incapaz de perceber as chances, traçar uma estratégia, ter um programa, ocupar os espaços, armar um time. Lula é um excelente jogador, mas vai ganhar por W.O."

É, amigos. Essa é a situação... estes são os fatos.

Peço a cada um de vocês, cada um que está insatisfeito com tudo isso, peço que converse com todos aqueles próximos, que expressem esta indignação, que usem este poder de formar opinião, para mudar um voto que seja.

Se o Alckmin não está fazendo a parte dele, peço que cada um faça a sua.

Ou o Brasil vai perder por W.O. E todos nós junto.

Um grande abraço e boa sorte... para todos nós.

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