Para
Não Perder por W.O.
Recebi
de um amigo e estou repassando. Eu
tentei fazer campanha anti-PT
nas eleições passadas, e fui
pouco ouvida com argumentos do
tipo "vamos dar uma
chance", alegaram que era
preconceituosa e elitista...
Espero que leiam com atenção,
reflitam e repassem para todos se
acharem importante. MELHOR QUE
CORRENTE! ISSO SIM PODE NOS
BENEFICIAR!
Leiam
até o final e ajudem o Brasil a não
perder por W.O.
Se
não fizermos nada, se ficarmos só
assistindo, estaremos colaborando
para a reeleição deste governo.
Teremos que esperar por mais 4
anos até que o Brasil tenha uma
nova chance de entrar em um ritmo
verdadeiro de crescimento. Só pra
registrar, nosso PIB só cresceu
mais que o do Haiti em toda a América
Latina. É isso que queremos?
Trechos
da coluna da Miriam Leitão n'O
Globo de 26/08/06. Os comentários
entre parênteses são meus.
"O
presidente Lula tem duas
vantagens: ele mesmo e o seu
principal adversário. O PSDB pode
terminar esta campanha tendo
produzido um caso de estudo de
como perder uma eleição. (...)
Geraldo Alckmin é suave não por
estratégia, mas por desconhecer
os argumentos. Ele deixa seu
adversário empunhar a bandeira da
ética e passa batido por erros
perigosos do atual governo.
A
campanha de Alckmin desconhece um
fato elementar da política: toda
reeleição é prebiscitária. O
eleitor é convidado a dizer se
mantém quem está no cargo ou se
troca pelo seu oposto. É um ou
outro.
A
terceira força (Heloísa Helena)
cresce quando o segundo não
incorpora o papel de anti.
O
ataque se faz nas fraquezas do
outro. Chamar Lula de exterminador
de empregos é um equívoco. O número
deste mês foi ruim, mas qualquer
avaliação superficial das estatísticas
de desemprego mostrará que o
ritmo de criação de empregos
agora é maior do que no governo
anterior.
Por
um motivo simples: o Brasil passou
por uma reestruturação produtiva
forte. (Realizada pelos governos
anteriores, do PSDB, e que estão
dando frutos agora, frutos
indevidamente apropriados pelo
Lula).
Encerrou
o processo de substituição de
importações, abriu o país,
privatizou e estabilizou. Isso
liquidou milhões de postos de
trabalho. Agora está na hora da
recriação. Foi assim em todas as
economias que passaram por
processos de mudança e modernização.
O
ponto fraco do governo Lula é a
ética. (...) Um partido que se
apresentou durante 20 anos ao país
com uma marca da ética na política
não entregou o produto prometido.
(...)
Há
testemunhos e provas (muitas, aliás!).
O principal publicitário do
partido disse espontaneamente: foi
pago com dinheiro sem registro,
sem origem e em contas no
exterior. O tesoureiro admitiu:
fazia caixa dois. O próprio
presidente abonou todos: fizeram o
que é feito sistematicamente.
Fugir deste tema não é apenas um
erro estratégico. É uma alienação.
(De todos nós, quando não usamos
estes fatos para argumentar contra
o Lula).
O
ponto decisivo da conjuntura política
do Brasil não é quem vai ganhar
a eleição: é se o Brasil vai se
acostumar com a falta de ética na
política ou vai reagir. (E
você, vai reagir?)
Quando
artistas, formadores de opinião,
usam seu prestígio para informar
à população que ela deve
aceitar um patamar mais baixo de
exigência moral, estão propondo
uma espécie de operação mãos
sujas. (Quando nós, também
formadores de opinião, nos
omitimos de expressar nossa posição
política e de argumentar na
tentativa de alterar o voto
daqueles que nos cercam, estamos
sendo coniventes e passivos,
aceitando a situação como se
apresenta).
Quem
não concorda com isso está atrás
de outro candidato. É para esses
que a oposição precisa falar.
Quem
governa tem inúmeras vantagens:
realizações, inaugurações e
estatísticas.
Mas
tem também um enorme telhado de
vidro do que não foi feito, dos
erros cometidos, do
descontentamento.
O
governo Lula tem usado seus pontos
fortes e tem a vantagem de que seu
principal adversário não fala
dos seus pontos fracos. O governo
não licitou um quilômetro de
estrada, não iniciou nenhuma
hidrelétrica, não fechou
qualquer PPP.
Sua
maior realização na área logística
atende pelo sugestivo nome de
"Operação Tapa
Buraco".
Na
educação teve três ministros,
cada um com um objetivo diferente.
Na saúde, a operação
sanguessuga fala por si. O Bolsa
Família perdeu as virtudes do
Bolsa Escola (criado no governo
anterior, do PSDB): não exige a
presença da criança na escola, não
tem porta de saída e, no último
mês antes da campanha eleitoral,
incluiu no programa 1,8 milhão de
famílias. (É muita cara de pau,
não? Esse assistencialismo de um
governo que diz defender o Povo
será eleito exatamente por este
Povo que não tem noção do que
está fazendo. Cabe a cada um de nós
esclarecer a situação.).
O
país não suporta pagar tantos
impostos. Está sufocado. No ano
passado, pagou R$ 90 bilhões
amais do que no ano anterior, para
um governo que aumentou suas
despesas na rota suicida de 14,8%
no primeiro semestre deste ano.
(Isso o Povo não vê também não
vê. Aliás, o Programa de Governo
lançado ontem, 29/08, prevê
aumento dos gastos públicos, isso
quando a redução de custos
deveria ser uma meta de todos, nós,
as empresas em que trabalhamos e,
principalmente, o poder público.
O pior é que disfarça estes
maiores gastos, defendendo que é
um auxílio social. De novo o
assistencialismo que não gera
emprego nem crescimento).
Com
todas essas frentes de debate, o
principal candidato recicla o lema
de "paz e amor" que
pertence ao Lula de 2002. No
debate da Band, Geraldo Alckmin não
se aproveitou sequer da cadeira
vazia: situação ideal para quem
quer atacar o concorrente. No México,
foi a ausência de López Obrador
no debate que permitiu a Felipe
Calderón tirar a vantagem.
Alckmin corre atrás de ilusões:
ele disse que tudo seria diferente
quando mudasse o horário da
novela, agora diz que tudo vai
mudar depois da parada de 7 de
setembro. (Será que eles têm
alguma carta na maga? É bom que
tenham!).
O
presidente Lula mostra competência
e vira o jogo que, em dezembro,
parecia perdido, com seu governo
em avaliação negativa. Mas tem
sido ajudado por uma oposição
incapaz de perceber as chances,
traçar uma estratégia, ter um
programa, ocupar os espaços,
armar um time. Lula é um
excelente jogador, mas vai ganhar
por W.O."
É,
amigos. Essa é a situação...
estes são os fatos.
Peço
a cada um de vocês, cada um que
está insatisfeito com tudo isso,
peço que converse com todos
aqueles próximos, que expressem
esta indignação, que usem este
poder de formar opinião, para
mudar um voto que seja.
Se
o Alckmin não está fazendo a
parte dele, peço que cada um faça
a sua.
Ou
o Brasil vai perder por W.O. E
todos nós junto.
Um
grande abraço e boa sorte... para
todos nós.