Eu
amo
São
Paulo
Eu
nasci
aqui!
E
olha
que
já
faz
um
bom
tempo.
São
Paulo.
Acolhedora!
Característica!
Única!
Bem
cedo,
já
se
pode
senti-la
borbulhar.
Eu
vejo
outros
tantos
prédios,
cheinhos
de
apartamentos.
É
convivência
em
sociedade
mesmo.
É
não
poder
andar
de
salto
de
madrugada,
é
não
poder
ouvir
música
bem
alto,
é
não
poder
festejar
depois
de
um
certo
horário.
Um
em
cima
do
outro,
encostadinho
ali
do
lado,
eu
fico
imaginando
um
grande
Raio-X,
o
que
cada
um
está
fazendo...
Deixa
pra
lá,
essa
é
a
cidade
do
anonimato
e
da
privacidade.
Existe
uma
certa
cumplicidade,
uma
certa
tranqüilidade
de
ser
quem
se
quer
ser,
de
se
fazer
o
que
se
quer
fazer,
ninguém
sabe
mesmo
quem
é
o
seu
próprio
vizinho,
sem
dizer
o
motorista
do
lado,
o
diretor
da
empresa
ou
mesmo
o
manobrista
do
estacionamento.
Eu
me
sinto
à
vontade
também
para
ser
quem
sou,
mas
de
janela
bem
fechada,
de
olhos
bem
abertos
e
ouvidos
bem
atentos.
Um
bom
paulistano,
evita
o
perigo,
ou
o
pressente
e
se
protege.
Ele
sabe
onde
pode
ir,
quais
horários
e
se
não
pode
evitar,
se
prepara...
Ele
tem
o
dinheiro
do
ladrão,
a
carteira
do
ladrão,
o
discurso
pro
ladrão...
Bem,
esquece
o
discurso,
entrega
e
pronto.
O
ladrão
aqui
é
profissional.
E
tem
gente
agradecendo
a
educação
do
marginal,
hoje
em
dia
agradece
se
levou
apenas
os
bens
materiais,
se
levou
apenas
o
que
se
pode
conquistar
de
novo
ou
não.
É
prestação
de
serviço
organizada
mesmo.
O
paulistano,
em
média,
dirige
bem
e
é
rápido.
Adora
aproveitar
um
farol
amarelo
e
gosta
de
correr.
Gosta
de
levar
vantagem
também.
Gosta
de
sacanear
e
de
chegar
primeiro.
Gosta
de
preencher
todos
os
espaços.
Gosta
de
pressionar
e
usa,
muito,
a
buzina.
Esse
é
o
sinal
de
vida
em
São
Paulo.
A
sirene,
a
buzina,
a
freada
brusca.
Eu
fico
observando
o
trânsito.
Aquela
pessoa
que
não
permite
sua
passagem,
aquele
que
força
na
sua
frente.
Eu
observo
a
quantidade
de
carros
que
tem
a
seta
como
opcional
em
seu
veículo.
É!
Cheguei
à
conclusão,
que
hoje
em
dia
se
pode
comprar
um
bom
carro
sem
ou
com
seta,
é
opcional!
E
quem
comprou
com
essa
“vantagem”
não
usa,
porque
gasta!
É,
gasta
alguma
coisa:
gasolina,
óleo,
alguma
coisa
deve
danificar
o
carro.
Eu
quero
uma
razão.
Então
eu
buzino!
Eu
observo
o
movimento
do
trânsito,
o
seu
“andar”.
Quer
coisa
mais
fascinante
que
ver
o
entrelaçamento
do
alto
de
um
prédio,
eu
espero
uma
consulta
médica
assim.
Como
um
vídeo
game,
e
é
perfeito.
Tudo
encaixa,
ou
quase
tudo.
Uma
cidade
de
conveniência.
Sorvete
de
cupuaçu
às
2
da
madruga,
compra
do
mês
no
domingo
à
tarde,
aquela
bolsa
que
só
se
via
em
Champs-Elysées,
a
última
moda
e
se
pode
pesquisar
e
se
pode
pechinchar.
Tem
pra
rico,
tem
pra
pobre.
Tem
a
25
de
março,
tem
a
Oscar
Freire.
O
que
eu
quero,
tem!
Eu
vejo
de
tudo
aqui
e
de
todos
os
lugares
do
mundo
também.
O
paulistano
não
é
reconhecível,
só
o
sotaque,
MEU!
É
cantado,
como
se
canta
a
tarantela!
Mas
outras
partes
do
mundo
se
vêem
aqui
também.
Japão,
Portugal,
Espanha,
Arábia,
Angola,
Chile...
Eu
vejo
o
mundo
aqui
dentro!
Oportunidade
para
todos!
Para
quem
quer
trabalhar
e
tem
vontade
de
crescer.
Uma
cidade
inchada,
mas
calorosa.
Música,
cultura,
agito
para
todas
as
idades,
para
todos
os
dias
da
semana,
para
todos
os
tipos
de
música
e
gostos.
Os
melhores
bares,
shows,
as
melhores
festas
fechadas,
danceterias,
e
não
me
vem
falar
de
boate,
não...
aqui
“boate”
é
outra
coisa.
Eu
quero
é
ver
o
sol
nascer,
sem
me
entorpecer.
E
olha
que
isso
também
tem
por
aqui?
Que
loucura!
Escolhas!
Coloca
seu
melhor
jeans
e
se
acabe!
Suficiente!
E
não
sei
se
viveria
em
um
lugar
mais
calmo,
sem
esse
agito,
sem
esse
monte
de
gente,
de
fila,
de
opção.
Eu
sou
paulistana
mesmo
e
tenho
orgulho,
encho
a
boca
pra
falar.
EU
AMO
SÃO
PAULO!